Controladoria jurídica otimiza serviço dos escritórios de advocacia

por Laura Franco, especial

A judicialização do cotidiano gerou um aumento da demanda para escritórios de advocacia. Dessa forma, a resposta dos advogados para seus clientes é cada vez mais demorada, e a rapidez ainda é a principal característica que o cliente busca em seu assessoramento jurídico. Em entrevista ao Jornal da Lei, a advogada e diretora da Resultato Marisa Golin da Cunha explica como o setor de controladoria pode otimizar os serviços do advogado. Ela ainda divulga o curso “Controladoria jurídica: diferencial na efetividade do seu escritório/departamento jurídico”, que ocorre no dia 12 de maio, no Hotel Intercity. Para informações sobre inscrições basta entrar em contato pelo telefone (51) 3228-2271.

Jornal da Lei – Como funciona o serviço de controladoria jurídica e como o advogado é beneficiado?

Marisa Golin da Cunha – Funciona como um setor novo dentro do escritório. Através dele, se faz toda a gestão de controle de prazos, audiências, sustentações orais e tudo aquilo que serve de apoio ao advogado. Um escritório normalmente é dividido em duas partes. Uma delas trata do Direito Processual, que é a parte mais demorada e pode ser exercida exclusivamente pela controladoria. O advogado, então, preocupa-se somente com o Direito Material. Esse apoio deve ser constante e resulta em uma economia de tempo. É importante, porque o advogado retira dele a responsabilidade de atividades de apoio. Aí, então, volta sua preocupação para o desenvolvimento de peças, elaboração de defesas, contato direto com o cliente. O advogado chega a ganhar 45% de tempo quando se retira essas funções de sua responsabilidade.

JL – Quais são as principais dicas para se atender à demanda da advocacia com rapidez?

Marisa – Dentro do escritório, podemos eliminar o desperdício, as perdas. Normalmente, ao redesenharmos os processos, percebemos os fluxos internos de trabalho, e é aí que se notam os problemas. Esses desperdícios referem-se, por exemplo, a retrabalho, perda de arquivo, tempo de espera de assinaturas e aprovações, idas e vindas internas de processos, deslocamento desnecessário e, principalmente, funcionários incapacitados. Tudo isso aumenta ainda mais o tempo de produção e, ao ser retirado do fluxo, oferece agilidade e redução de custos. Mesmo que não haja aumento de receita, diminuem-se as despesas.

JL – Como deve funcionar o curso de controladoria jurídica e para quem é voltado?

Marisa – O curso acontece uma vez por ano para esclarecer uma forma para deixar os escritórios mais ágeis e rentáveis. O público-alvo são donos de escritórios, advogados, gestores, controladores jurídicos e advogados de departamentos jurídicos de empresas. O curso deve oferecer noções de gestão, que normalmente não são apresentadas em um curso formal de Direito. Quando um advogado se forma, ele é orientado para bem advogar, mas não sabe como se procede processualmente. Um escritório necessita de diversas áreas de gestão, e a parte de controladoria é extremamente importante. A ciência da administração é o que traz o ferramental para que o mercado de advocacia possa se apoiar. Nós focamos duas questões: a implementação do setor de controle e o redesenho dos fluxos internos, que chamamos de gerenciamento de processos. Tudo isso deve ser abordado no curso, para que se entenda a necessidade da controladoria jurídica dentro dos escritórios e como é possível desenvolver esse setor

Fonte: Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/05/cadernos/jornal_da_lei/560478-controladoria-juridica-otimiza-servico-dos-escritorios-de-advocacia.html)