Organizando as Finanças do Escritório de Advocacia

por  Eduardo Sehnem Ferro (*)

 

É uma necessidade das empresas terem uma administração financeira apurada e confiável para efetuar uma boa gestão e consequentemente tomada de decisões corretas No caso dos profissionais liberais, percebe-se que enfrentam uma resistência muito grande para se adaptarem à rotina como gestores. Na maioria dos casos, apesar do grande conhecimento técnico e do reconhecimento no mercado na área que atuam, muitos deles se esquecem de que ter um escritório ou um “negócio” é como gerir uma empresa. E é claro que, no caso dos advogados, não é muito diferente.

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais da metade dos negócios fecham no país depois de apenas quatro anos de abertura por causa de problemas relacionados à gestão. O principal deles é o descontrole financeiro. Para evitar fazer parte deste número, abaixo seguem algumas dicas básicas para que o escritório tenha organização financeira e facilite a gestão:

Software: a rotina do advogado é ágil e ocupada, na maioria dos casos, não há muito tempo para uma gestão efetiva. Por isso, a importância da automação dos processos para que toda a administração seja facilitada. Um software que facilite tanto processos jurídicos, quanto da parte financeira do escritório. Contudo a gestão do tempo será otimizada e o advogado pode obter informações sobre as finanças.

Fluxo de caixa: controle total de receitas e despesas operacionais, essa é a função do fluxo de caixa. Por receitas e despesas operacionais, entenda todas as entradas e saídas de recursos financeiros relacionados às atividades do negócio. Com esta ferramenta, o advogado pode ter um controle maior sobre as finanças do negócio, sabendo os recursos que tem e terá disponíveis para reinvestir, contratar, contrair dívidas etc.

Separe o capital empresarial do pessoal: é fundamental saber exatamente quanto dinheiro entra e quanto sai do seu escritório. Infelizmente, muitos advogados ainda costumam misturar o capital pessoal ao empresarial, utilizam a conta da empresa como se fosse um caixa eletrônico, por exemplo. Esse é o começo para a desorganização financeira. Além de criar contas correntes distintas para as atividades profissionais e pessoais, o advogado deve definir, ainda, um pró-labore bem definido, evitando fazer retiradas desmedidas do capital do escritório.

São apenas três itens, mas básicos e fundamentais para iniciar a gestão de um escritório de advocacia e manter o controle sobre as finanças.

(*) Eduardo Sehnem Ferro –  Controller do escritório Giovani Duarte Oliveira Advogados Associados. Contador inscrito no CRC SC-028265/O-7, Pós-graduado em Docência do Ensino Superior.

Fonte: http://www.segs.com.br/seguros/91619-organizando-as-financas-do-escritorio-de-advocacia.html acessado em 22 de novembro de 2017